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Os Jogos Olímpicos – parte 2

 

  No século II a.C., a cultura e os costumes helênicos, entre os quais a tradição dos jogos, foram sendo assimilados pelos romanos. No entanto, as competições entraram em permanente e contínua decadência, por diversos motivos.O principal foi o próprio temperamento do povo romano, que não cultuavam o esporte com espírito quase religioso dos gregos.

    Os romanos, na verdade, preferiam o circo aos torneios atléticos, onde os gladiadores lutavam pela vida em espetáculos bárbaros. Ao tempo de Augusto, já havia 21 circos em Roma. Esse total triplicaria nas duas décadas seguintes, enquanto não havia mais do que dois ginásios como os que os gregos mantinham em Esparta e Atenas. Até que em 393 d.C. Teodósio I ( imp. 379-395 ), responsável pela matança de 10 mil escravos gregos, sublevados em Tessalônica, pediu perdão a Ambrósio, bispo de Milão prometendo em troca converter-se ao catolicismo. Ambrósio concedeu o perdão ao imperador, exigindo que ele concordasse em extinguir todas as festas e cerimônias pagãs, entre as quais os jogos olímpicos.

Barão de Coubertin

Pierre de Fredy, barão de Coubertin (1863-1937), tornou-se o renovador dos jogos olímpicos, reinstituindo-os 16 séculos depois de sua extinção. Amante dos esportes e admirador dos métodos de pedagogia adotados por Thomas Arnold, na Inglaterra, Coubertin lançou, em 1894, numa reunião na Sorbonne, a idéia de reviver a antiga tradição grega, através da qual esperava unir os povos. Em 1894, apoiado pelo americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e contando com a presença de representantes de 15 países, fundou o C.O.I., organismo que até hoje controla todo o mundo olímpico. Dois anos depois, realizava-se em Atenas e 1ª disputa dos jogos olímpicos da era moderna. Atenas foi escolhida pelo Barão de Coubertin  para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma era que já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

Poster da 1ª edição dos Jogos Olímpicos Modernos (1896).
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A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual  passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos da Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros.  Seis mulheres disputaram apenas um esporte nos Jogos de 1900, em Paris. Na edição de 1904, em St.Louis – EUA, a Olimpíada voltava a ser masculina. Em 1908, Londres, foram 36 mulheres e 2.059 homens. Somente em 1912, Estocolmo, a participação das mulheres passou a ser admitida oficialmente. O próprio barão de Coubertin era contra a presença de mulheres nos Jogos Olímpicos e retirou-se defitivamente do Comitê Olimpico em 1928, Amsterdã, quando as mulheres passaram a competir no atletismo. Desde o seu renascimento, os jogos olímpicos tem-se realizado de 4 em 4 anos, cada vez com maior êxito. Em 1896, em Atenas, 13 países estiveram representados põem um total de 285 atletas. Em 1972, em Munique, o número de países chegava a 121, enquanto o de atletas ia a 8.500. Se, por um lado, esse crescimento representa a vitória do ideal olímpico moderno, por outro gera, no mundo dos esportes, uma série de problemas que os estudiosos atribuem ao próprio gigantismo dos jogos. Em primeiro lugar, torna-se cada vez mais difícil organizá-los, pelo altíssimo investimento financeiro que representam ( os alemães ocidentais gastaram cerca de 630 milhões de dólares com os de Munique ). Depois, pela importância que a vitória nos campos do esporte passou a ter em termos de prestígio político. Finalmente, por outros problemas mais gerais, como o doping e o falso amadorismo. Mas alguns dos princípios olímpicos, lançados por Coubertin, ou por aqueles que o sucederam, têm sido mantidos. Oficialmente, os jogos continuam restritos a atletas amadores. O direito de organizá-los é concedido a uma cidade, nunca um país. Não se contam pontos por países. Ao atleta campeão é concedido uma medalha de ouro; ao segundo lugar, uma medalha de prata; ao terceiro, uma medalha de bronze. Os que tiraram de quarto a sexto lugar ganham diplomas especiais. Em apenas 4 modalidades de esportes se reconhece recordes olímpicos: atletismo, natação, tiro e halterofilismo. Os jogos nunca podem durar mais de 16 dias, do desfile de abertura à festa de encerramento. Não se permite publicidade de espécie alguma, nos cartazes, boletins informativos e programas oficiais, ou em material usados pelos atletas.  

MODALIDADES

A primeira olimpíada teve competições em 9 esportes.  O futebol foi cancelado por falta de participantes.

  •   Atletismo
  • . Beisebol
  • . Badminton
  • . Basquete
  • . Boxe
  • . Canoagem (slalom)
  • . Canoagem (velocidade)
  • . Ciclismo (estrada)
  • . Ciclismo (mountain bike)
  • . Ciclismo (pista)
  • . Esgrima
  • . Futebol
  • . Ginástica (artística)
  • . Ginástica (rítmica desportiva)
  • . Ginástica (trampolim acrobático)
  • . Handebol
  • . Hipismo (adestramento)
  • . Hipismo (concurso completo de equitação)

    Tochas dos Jogos Olímpicos, desde 1896

  • . Hipismo (saltos)
  • . Hóquei na Grama
  • . Judô
  • . Levantamento de Peso
  • . Lutas (livre e greco-romana)
  • . Natação
  • . Natação Sincronizada
  • . Pentatlo Moderno
  • . Pólo Aquático
  • . Remo
  • . Saltos Ornamentais
  • . Softbol
  • . Taekwondo
  • . Tênis
  • . Tênis de Mesa
  • . Tiro
  • . Tiro com Arco
  • . Triatlo
  • . Vela
  • . Vôlei
  • . Vôlei de Praia

 A TOCHA OLÍMPICA 

   A Chama Olímpica é um dos símbolos dos Jogos Olímpicos, e evoca a lenda de Prometeu que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais. Durante a celebração dos Jogos olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições. Esta tradição foi reintroduzida nos Jogos olímpicos de Verão de 1928. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936,  pela primeira vez ocorreu uma estafeta de atletas para transportar uma tocha com a chama, desde as ruínas do templo de Hera em Olímpia até ao Estádio Olímpico de Berlim, como uma maneira de promover a ideologia Nazista. A idéia foi adotada e vem sendo mantida em todos os Jogos desde de 1952. A tocha é então acesa em Olímpia, no local onde eram realizados os Jogos da Grécia. Ela é acesa por raios do sol refletidos em um espelho encurvado, em uma cerimônia, por mulheres em trajes que lembram os usados nos tempos antigos. Em seguida, a chama é transferida para uma urna que é levada até ao local do antigo estádio. Aí a chama é usada para acender a tocha olímpica, transportada pelo atleta que fará o primeiro percurso da estafeta, que conduzirá a chama ao longo do percurso até ao estádio onde se realizam os Jogos. Permanece acesa em uma pira, no Estádio Olímpico, durante toda competição e é apagada ao final da cerimônia de encerramento. A tocha olímpica ganha um novo desenho e forma a cada edição dos Jogos Olímpicos.

Tocha dos Jogos Olímpicos de 2012 Londres

A BANDEIRA OLÍMPICA

   A bandeira olímpica – cinco anéis entrelaçados, nas cores azul, vermelho, verde, amarelo e preto, sobre o fundo branco, foi concebida por Coubertin e representa os cinco continentes nas cores com as quais se podiam cobrir, em 1920 ( quando foi  hasteada pela primeira vez ), as bandeiras de todas as nações olímpicas. Sob o patrocínio do comitê internacional, celebram-se jogos regionais: pan-americanos, asiáticos, do mediterrâneo, bolivarianos, centro-americanos, ibero-americanos.

O JURAMENTO

   ‘Em nome de todos os competidores, eu prometo participar nestes Jogos Olímpicos, respeitando e cumprindo com as normas que o regem, no verdadeiro espírito esportivo, pela glória do esporte e em honra às nossas equipes’, escrito pelo Barão de Coubertin e feito por um atleta do país anfitrião na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.

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