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HOMEOPATIA

Homeopatia (do grego μοιος + πάθος transliterado hómoios - + páthos = “semelhante” + “doença”) é um termo criado por Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) para designar uma terapia alternativa complementar que não possui comprovação científica. Ela se baseia no princípio similia similibus curantur (os semelhantes curam-se pelos semelhantes), ou seja, o tratamento de um doente com uma substância que produziria, num indivíduo saudável, os mesmos sintomas. A homeopatia reconhece os sintomas como uma reação contra a doença. A doença é uma perturbação de uma suposta energia vital (que seus adeptos afirmam existir) e a homeopatia tenta fazer ela entrar novamente em equilíbrio. É o segundo sistema médico mais utilizado no mundo.

De fato, o tratamento homeopático consiste em fornecer a um paciente sintomático doses extremamente diluídas de compostos que são tidos como causas em pessoas saudáveis dos sintomas que pretendem contrariar, mas potencializados através de técnicas de diluição,dinamização e sucussão que liberam energia. Desse modo, o sistema de cura natural da pessoa seria estimulado a estabelecer uma reação de restauração da saúde por suas próprias forças, de dentro para fora. Este tratamento é para a pessoa como um todo e não somente para a doença.

A homeopatia é uma das práticas alternativas estimuladas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para ser implantada em todos sistemas de saúde do mundo, em conjunto com a medicina oficial, desde 1978, reforçada pelo documento Estratégia da OMS sobre medicina tradicional 2002 – 2005. Todavia, a OMS condena o uso da homeopatia contra doenças graves como malária, tuberculose, aids, gripe e diarréia infantil. No Brasil, é considerada como especialidade médica desde 1980, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, tendo sido incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006Reino UnidoFrança e Alemanha também usam a homeopatia em seus sistemas de saúde pública.

Em muitos países não é considerada especialidade médica. Muitos estudos realizados por método científico indicam que homeopatia não é mais efetiva que um placebo. Todavia outros mostram que está é efetiva.

A história da homeopatia

Samuel Hahnnemann

No Século XVIIISamuel Hahnemann (1755-1843) nascido na Alemanha, inicia sua prática médica em1779. Naquela época, sangriaseméticos e purgantes eram receitados sem nenhum resguardo. Os médicos julgavam-se autoridades máximas, acima da natureza, e não duvidavam de seus métodos mesmo diante de desastrosas evidências do dano que causavam. Hahnemann frustra-se profundamente com a prática médica e decide abandoná-la em 1789.

Era um poliglota. O conhecimento de vários idiomas é decisivo no futuro de Hahnemann, pois, havendo abandonado a prática médica, começa a sobreviver realizando trabalhos de tradução. Traduz, sobretudo, obras médicas e científicas, retomando estudos de antigos mestres como HipócratesParacelsoJan Baptista van HelmontThomas Sydenham, Boerhaave,Stahl e Albrecht von Haller.

Foi quando trabalhava na tradução da Materia Medica de Cullen, em 1790, que um fato descrito por aquele autor chamou sua atenção. A Cinchona officinalis (quinina ou simplesmente quina) era usada na Europa, proveniente do Peru, para o tratamento do paludismo (malária). Segundo explicações do autor do livro, a Cinchona atuaria fortalecendo o estômago e produzindo uma substância contrária à febre. Movido por curiosidade e intuição científicas, Hahnemann decide provar, nele mesmo, o medicamento. Observou em si o aparecimento de sintomas semelhantes ao das crises febris da malária (esfriamento das extremidades, rubor facial, sonolência, prostração, pulsações na cabeça) ao ingerir a quina e seu desaparecimento ao cessar o uso. Repetiu várias vezes o experimento com a quinina e depois continuou fazendo provas com beladonamercúriodigitalópioarsênico e outros medicamentos. Inspirado pela obra de von Haller, que preconizava o estudo do medicamento na pessoa saudável, antes de ser ministrada ao doente, inclui seus parentes nas experiências, observa e anota pormenorizadamente os resultados.

Depois de seis anos de pesquisas intensas, Hahnemann publica o “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicamentosas, seguido de alguns comentários a respeito dos princípios aceitos na época atual“. 1796 entra para a História da medicina como o ano de sistematização dos conhecimentos homeopáticos (para alguns o “nascimento da homeopatia”). Como visto acima, os princípios já haviam sido enunciados por outros médicos anteriormente, mas é Hahnemann quem dá um corpo único, coerente, sintético, com fundamentos nitidamente compreensíveis à homeopatia. É curioso mencionar que foi ele quem cunhou os termos “homeopatia” (à qual também se referia como Arte de Curar) e “alopatia” (Prática abusiva, agressiva e pouco eficaz).

A partir de 1801 Hahnemann começa a usar “medicamentos dinamizados” (técnica própria da homeopatia que visa o desenvolvimento da força medicamentosa latente na substância e que consiste em submeter a droga a diluições e sucussões sucessivas) e observa que isso dá mais potência ao medicamento. Em 1810 publica sua obra fundamental, “Organon da Medicina Racional”, mais tarde, “Organon da Arte de Curar”. Em vida, chega a publicar cinco edições do Organon. A sexta e definitiva edição vai para o prelo post mortem, em 1921.

 

Escolas da homeopatia

  • Unicismo: Prescrição de um único composto homeopático, igualmente a Hahnemann.
  • Pluralismo: É chamado também de alternismo, dois compostos homeopáticos administrados em horas distintas, um complementando o outro.
  • Complexismo: São prescritos dois ou mais compostos homeopáticos que podem ser administrados simultâneamente. A indústria produz em larga escala compostos homeopáticos ditos complexos, que tem objetivos de tratar doenças particulares, não considerando a lei dos semelhantes.
  • Organicismo: O composto homeopático é prescrito conforme o órgão doente. Esta prática aproxima-se muito da alopatia.
  • Medicamento único: Primeiro o homeopata avalia se a natureza individual está a “pedir” intervenção com medicamento, pois esse é um dos meios que o médico tem para auxiliar a pessoa, não o único. Sendo o caso, usa-se um medicamento por vez, levando-se em conta a totalidade sintomática do paciente. Só assim é possível ver seus efeitos, a resposta terapêutica e avaliar sua eficiência ou não. Após a primeira prescrição é que se pode fazer a leitura prognóstica, ver se é necessário repetir a dose, modificar o medicamento ou aguardar a evolução.

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Medicina ortomolecular

Princípios da homeopatia

Além da visão holística impressa em toda a obra de Hahnemann, ou seja, a visão do todo sobre as partes, há quatro princípios que orientam a prática homeopática, quais sejam:

  • Lei dos Semelhantes: Resultado de suas releituras dos Clássicos e, sobretudo, de suas próprias experiências, anuncia esta Lei universal da cura: similia similibus curantur. Exemplificando, um medicamento capaz de provocar, em uma pessoa sadia, angústia existencial que melhora após diarréia e febre, curaria uma pessoa cuja doença natural apresente essas características.
  • Experimentação na pessoa sadia: A fim de conhecerem as potencialidades terapêuticas dos medicamentos, os homeopatas realizam provas, chamadas patogenesias; em geral são eles mesmos os experimentadores. Tipicamente não se fazem experiências com animais. Uma condição básica para a escolha dos provandos é que sejam saudáveis. Esses medicamentos são capazes de alterar o estado de saúde da pessoa saudável e justamente o que se busca são os efeitos puros dessas substâncias.
  • Doses infinitesimais: A preparação homeopática dos medicamentos segue uma técnica própria que consiste em diluições infinitesimais seguidas de sucussões rítmicas, ou seja: mistura-se uma pequena quantidade de uma substância específica em muita água e/ou álcool e agita-se bastante. A tese é de que essa técnica “desperte” as propriedades latentes da substância. Isso é chamado de “dinamização” ou “potencialização” do medicamento.
  • Medicamento único: Primeiro o homeopata avalia se a natureza individual está a “pedir” intervenção com medicamento, pois esse é um dos meios que o médico tem para auxiliar a pessoa, não o único. Sendo o caso, usa-se um medicamento por vez, levando-se em conta a totalidade sintomática do paciente. Só assim é possível ver seus efeitos, a resposta terapêutica e avaliar sua eficiência ou não. Após a primeira prescrição é que se pode fazer a leitura prognóstica, ver se é necessário repetir a dose, modificar o medicamento ou aguardar a evolução.

FLORAIS DE BACH

 Criados por um médico inglês nos anos 30, os Florais de Bach são 38 essências de plantas e florais que podem ajudá-lo a administrar as pressões emocionais do dia-a-dia. Cada floral é indicado a uma emoção específica. Pode ser tomando individualmente ou misturado de acordo com o que estiver sentindo.

Edward Bach foi um médico de Harley Street, bacteriologista e pesquisador bem conhecido. Identificou 38 estados

Edward Bach

negativos da mente e criou uma essência floral ou de planta para cada um. Passou os últimos anos de sua vida num pequeno chalé chamado Mount Vernon e foi ali que ele concluiu suas pesquisas. Hoje Mount Vernon é mais conhecido como The Bach Centre (O Centro Bach) e os atuais responsáveis continuam a produzir as tinturas mãe (o primeiro processo na elaboração dos Florais) utilizando em muitos casos os mesmos locais identificados por Dr. Bach nos anos 30.

O Dr. Bach descobriu que existem sete grupos emocionais gerais, nos quais se baseou para classificar 38 essências individuais, cada uma das quais relacionadas com um estado emocional específico.

 

Grupo Emocional 
Se estiver se sentindo …
Florais 
Consulte …
Medo Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum, Aspen, Red Chestnut
Incerteza Cerato, Scleranthus, Gentian, Gorse, Hornbeam, Wild Oat
Falta de Interesse no Mundo à SUA Volta Clematis, Honeysuckle, Wild Rose, Olive, White Chestnut, Mustard, Chestnut Bud
Solidão Água Violet, Impatiens, Heather
Hipersensibilidade EAo other Agrimony, Centaury, Walnut, Holly
Desalento desespero UO Larch, Pine, Elm, Sweet Chestnut, Star of Bethlehem, Willow, Oak, Crab Apple
Preocupação exagerada Pelo Bem-Estar dos Outros Chicory, Vervain, Vine, Beech, Rock Water

 

Se necessário, as gotas de Florais de Bach podem ser administradas puras, diretamente na língua ou, se preferir, passar nos lábios, por detrás das orelhas, nas têmporas ou pulsos. Os Florais de Bach podem ser tomados com a frequência que desejar. Se estiver se sentindo indisposto, poderá utilizar apenas uma dose. Mas se a indisposição persistir por algum tempo, poderá tomá-los quando necessário.

Se você… Experimente…
Faz cara alegre para esconder os problemas Agrimony
Tem medos e preocupações indefinidos, pressentimentos Aspen
É crítico e intolerante em relação às outras pessoas Beech
Tem dificuldade em dizer não, vontade fraca e submissão Centaury
Dúvida da sua própria capacidade de julgar as situações Cerato
Tem medo de perder o controle mental, emocional Cherry Plum
Não aprende com a experiência e repete os mesmos erros Chestnut Bud
É demasiado possessivo e espera que os outros de adaptem aos seus valores Chicory
É sonhador, vive no futuro e não concretiza seus ideais Clematis
Tem uma fraca imagem de si mesmo e sente vergonha ou embaraço devido a sintomas característicos ou traços físicos desagradáveis Crab Apple
Está sobrecarregado por obrigações que a vida lhe impõe Elm
Tem tendência de desanimar facilmente frente às dificuldades Gentian
Perdeu a esperança/Desistiu de lutar Gorse
Sofre com a solidão, necessita ser ouvido por alguém Heather
Sente ódio e ciúmes, é vingativo e revoltado Holly
Vive no passado, sentindo saudades ou nostalgia Honeysuckle
Sente preguiça, falta de energia para as situações do dia-a-dia e obrigações Hornbeam
É impaciente e irrita-se com facilidade Impatiens
Falta de confiança na sua capacidade, sente-se inferior Larch
Tem medos enraizados, com causas conhecidas, por exemplo, medo de aranhas, de voar, da morte, etc Mimulus
Sente tristeza profunda, sem causa e cíclica Mustard
Tem um forte sentido do dever e continua a lutar, apesar de exausto Oak
Falta de energia vital Olive
Sofre de fortes sentimentos de culpa e recrimina-se pelos erros das outras pessoas Pine
Sente ansiedade ou preocupação excessivas em relação aos outros Red Chestnut
Encontra-se numa situação que exige mais de si ou que lhe provoca stress Rescue Remedy
Experimentou terror, medo paralizante ou uma sensação de impotência Rock Rose
É inflexível e impõe a si mesmo padrões muito elevados Rock Water
Sofre de indecisões Scleranthus
Sofreu choques ou traumas do presente e do passado, está inconsolável Star of Bethlehem
Está em desespero profundo, buscando saída para seu sofrimento como a luz no final do túnel Sweet Chestnut
Está eufórico, quer convencer os outros do que você acredita Vervain
É muito voluntarioso e tende a ser dominador ou inflexível Vine
Sofre por não se adaptar às mudanças e pelas influências externas do presente e do passado Walnut
É reservado, sério, fechado em suas emoções e solitário Water Violet
Tem pensamentos indesejados e preocupações fixas que causam tormento mental White Chestnut
Está inseguro sobre o caminho certo na vida, insatisfeito com o seu estilo de vida atual e não consegue decidir o caminho a seguir Wild Oat
Faz pouco esforço para melhorar as situações, resignação Wild Rose
Sente ressentimento e autopiedade, “coitado de mim!” Willow


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