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Aprenda com seus erros para aprender melhor

A ciência tem demonstrado que a forma com a qual a pessoa reage aos seus erros, bem como o tipo de elogio que ela recebe após seu sucesso, afetam o seu processo de aprendizagem.

Uma pesquisa recém publicada nos EUA procura responder uma pergunta muito simples: Por que algumas pessoas são muito mais efetivas em aprender com seus erros? Afinal de contas, todo mundo comete falhas, mas o mais importante é o que vem em seguida. Ignoramos a falha, deixando-a de lado em nome da nossa auto-confiança? Ou investigamos o erro, procurando aprender com a situação?

Utilizando equipamentos de eletro-encefalografia (EEG), os pesquisadores conseguiram medir dois tipos distintos de sinais emitidos pelo cérebro em reação a um erro. A primeira reação é chamada de negatividade relacionada ao erro, uma reação inevitável quando se comete uma falha. A segunda reação, conhecida como positividade ao erro, ocorre logo após a primeira e está associada à atentividade, quando prestamos atenção ao erro e tentamos aprender com ele.

Os pesquisadores buscaram entender como as crenças sobre aprendizagem podem influenciar esses sinais quase involuntários do cérebro. Para isso, eles utilizaram um conceito proposto por uma famosa psicóloga, Carol Dweck, em que as pessoas podem ser divididas entre as que possuem uma mentalidade fixa – aquelas que acreditam que têm uma certa quantidade de inteligência e não se pode fazer muito para mudá-la – e  as que possuem uma mentalidade de crescimento – as que acreditam que se pode melhorar em quase tudo, desde que se invista o tempo e energia necessários.

Essa pesquisa confirmou que as pessoas que possuíam uma mentalidade de crescimento eram significativamente melhores em aprender com seus erros. E o interessante é que os dados de EEG mostraram que essas pessoas produziam um sinal de positividade ao erro muito maior (em quase três vezes), indicando atenção ampliada aos seus erros. Como esses indivíduos pensavam mais sobre em que erraram, eles aprendiam a acertar.

A pesquisa original de Dweck, publicada há mais de uma década, se mostrou revolucionária e trouxe importantes implicações práticas para a educação. Dentre os diversos estudos realizados por sua equipe, o que ficou mais famoso foi aquele em que os pesquisadores aplicavam um teste a uma criança e, ao final, apresentavam a nota junto com uma única frase de elogio à criança. Metade das crianças foi elogiada por sua inteligência: “Você deve ser muito inteligente nisso”. A outra metade foi elogiada por seu esforço: “Você deve ter se esforçado bastante”. As crianças depois eram solicitadas a escolher entre dois testes. A primeira opção era descrita como mais difícil, mas que aprenderiam mais ao tentar fazê-lo. A outra era um teste fácil, similar ao que acabaram de fazer.

Quando a pesquisadora estava planejando a experiência, ela esperava que os diferentes elogios tivessem um efeito apenas modesto, mas logo ficou claro que eles afetavam dramaticamente a escolha dos testes subsequentes. Das crianças elogiadas pelo seu esforço, quase 90% escolheu o teste mais difícil. Entretanto, das crianças elogiadas pela sua inteligência, a maioria optou pelo mais fácil. O que explica essa diferença? De acordo com Dweck, elogiando as crianças por sua inteligência as estimulamos a “parecer” inteligente, o que significa que elas não devem arriscar cometer um erro.

Outros cinco estudos foram realizados e comprovaram que as crianças elogiadas pelo seu esforço conseguiram aprender mais, pois passavam a encaram os erros como oportunidades de aprender e melhorar, enquanto que as elogiadas pelo desempenho passavam a encarar os erros como falta de habilidade.

Em geral, os estudos ilustram o importante papel que o elogio após um sucesso pode desempenhar na motivação posterior de crianças. Um elogio sincero pela inteligência, cuja intenção é inflar a satisfação, persistência e desempenho escolar de uma criança, não a prepara para lidar com reveses. Na verdade, foi demonstrado que esse tipo de elogio pode enfraquecer a motivação da criança quando ela for confrontada com um grande desafio mais tarde.

Portanto, a recomendação para os pais e educadores é que o elogio deve ser direcionado às estratégias e hábitos utilizados pela criança e não à sua habilidade.  Dessa forma, as crianças serão estimuladas a não evitar os tipos de atividades de aprendizagem mais úteis, aqueles em que elas aprendem com seus erros. A não ser que experimentemos os desagradáveis sintomas de estarmos errados – aquela segunda reação do cérebro que nos torna mais atentos àquilo que queremos ignorar – nossa mente nunca irá revisar seus conceitos.

Tente você também experimentar algo novo e lembre-se de aprender com os seus erros. É por isso que o programa Cérebro Melhor oferece uma grande variedade de jogos com níveis crescentes de dificuldade e um instrutor virtual para montar uma sessão de treinamento personalizado, mantendo-o constantemente desafiado. Basta um pouco de determinação que você colherá os frutos desse esforço em pouco tempo.

 

MUSCULE A MENTE

Men’s Health

 O quociente intelectual (QI) mede a agilidade mental, ou seja, a velocidade de compreensão.

O QI médio de um adulto de 32 anos é de 100.

1 – Pratique jogos de pensar

25 minutos por dia podem aumentar 4 pontos no seu QI.

2 – Tome suplementos

Aparentemente 5g diários de creatina podem fazer seu QI aumentar 15 pontos em 6 semanas.

3 – Jogue com os amigos

As atividades que implicam diversas habilidades e interações são excelentes opções para aumentar o QI,asseguram os especialistas da MENSA.

4 – Beneficie-se dos videogames

Videogames favorecem a percepção visual no mundo real. Quando faz um teste de inteligência, a capacidade de perceber referências visuais com rapidez e precisão é muito valiosa.

5 – Corra e salte

O exercício cardiovascular aumenta a inteligência verbal em 50%.

6 – Faça testes para praticar

Ao fazer testes de inteligência pode-se aumentá-la. A prática propicia um aumento das habilidades.

7 – Seja vegetariano

Existem vários estudos que apontam para a existência de uma relação entre um QI elevado e uma dieta vegetariana.

 

NEURÓBICA

 Assim como os exercícios físicos ajudam a manter sua forma física, a Neuróbica pode ajudar a melhorar sua capacidade cerebral. O seu objetivo é lhe proporcionar uma maneira equilibrada, confortável e agradável de estimular seu cérebro.

O programa de exercícios da Neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos — visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos “sentidos” emocional e social.

O desafio da Neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Exemplo de exercícios:

Use o relógio de pulso no braço direito;
Ande pela casa de trás para frente;
Vista-se de olhos fechados;
Estimule o paladar, coma coisas diferentes;
Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;
Veja as horas num espelho;
Troque o mouse de lado;
Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda (se for destro)
Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual
Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro.
Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense en 25 adjectivos que ache que a descrevem e/ou ao tema fotografado.
Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto do empregado.
Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objectos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os.
Seleccione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras.
Experimente jogar a qualquer coisa que nunca tenha tentado antes.
Compre um puzzle e tente encaixar as peças correctas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu.
Experimente memorizar aquilo que precisa de comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize mnemónicas ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos.
Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver.
Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar.
Ao ler uma palavra pense em cinco que comecem com a mesma letra.

A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro.

 

 


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